Duzentos anos de fogo sob controleDuzentos anos de fogo sob controle

Duzentos anos de fogo sob controle

Em 1826, James Sharp patenteou o fogão que transformou o gás em ferramenta de cozinha, tecnologia que ainda define como cozinhamos hoje, dois séculos depois.

Publicado em 02/10/2026 • por Grupo TECNO

Antes de girar um botão

Durante boa parte da história, cozinhar também significou aprender a lidar com o imprevisível. A lenha podia estar mais úmida, o carvão menos poroso, o vento alterar a intensidade da chama. Havia técnica, claro, mas havia sobretudo experiência: saber olhar o fogo, reconhecer seu comportamento e entender o calor quase por instinto.

No início do século 19, enquanto o gás começava a iluminar postes e vitrines das cidades inglesas, surgia também a ideia de levá-lo para outro lugar. Em 1826, James Sharp patenteou, em Northampton, um fogão a gás e colocou em movimento uma transformação silenciosa na maneira de cozinhar.

A novidade não estava apenas na troca do combustível. Pela primeira vez, a chama começava a responder de maneira mais previsível a quem estava diante do fogão. Era possível acender o fogo quando necessário, interrompê-lo e, principalmente, regular sua intensidade.

Nascia ali um princípio que atravessaria os dois séculos seguintes. Cozinhar melhor também passava a significar controlar melhor o calor. Potência, constância e precisão começavam a fazer parte dessa relação com o fogo.

O fogão a gás patenteado por James Sharp em 1826 marcou um passo importante na adoção do gás para cozinhar.

O fogão a gás patenteado por James Sharp em 1826 marcou um passo importante na adoção do gás para cozinhar.

A prova que faltava

Uma patente, porém, não muda hábitos de uma hora para outra. O fogão de Sharp começou a ser comercializado em 1828 e, alguns anos depois, o inventor abriu sua própria fábrica. Ainda assim, levar gás para dentro de casa causava desconfiança entre quem estava acostumado a vê-lo apenas iluminando as ruas.

Foi nas cozinhas profissionais que a nova tecnologia encontrou um de seus argumentos mais convincentes. Em 1841, o chef francês Alexis Soyer adotou o gás no Reform Club, em Londres, uma das cozinhas mais sofisticadas de seu tempo.

Ali, as vantagens se tornaram evidentes. Diferente do carvão, que precisava ficar aceso o tempo todo, o gás podia ser desligado assim que não fosse mais necessário, economizando combustível num serviço que operava em ritmo de banquete. O gás deixava de ser apenas uma nova fonte de calor para se tornar uma ferramenta mais eficiente e, sobretudo, mais fácil de controlar.

Era uma mudança discreta no gesto, mas profunda na forma de cozinhar: o fogo começava, enfim, a responder melhor a quem estava diante dele.

Alexis Soyer, chef francês que adotou o gás nas cozinhas do Reform Club, em Londres, em 1841.

Alexis Soyer, chef francês que adotou o gás nas cozinhas do Reform Club, em Londres, em 1841.

Da cozinha profissional ao dia a dia

A expansão das redes de gás, no fim do século 19, levou essa nova relação com a chama das cozinhas profissionais para dentro de casa. Em poucas décadas, o fogão a gás atravessou fronteiras e passou a ocupar um lugar central na cozinha moderna.

A evolução continuou nos detalhes: materiais mais resistentes, sistemas de segurança, queimadores mais eficientes e comandos cada vez mais precisos transformaram a experiência de cozinhar.

O desafio já não era simplesmente produzir calor. Um bom fogão precisava responder a situações diferentes, da chama intensa aos ajustes mais sutis, sem perder estabilidade.

É nesse refinamento que o primor técnico se revela: na precisão de cada ajuste e em uma engenharia pensada para tornar o controle da chama quase intuitivo.

Fogão a lenha Bertazzoni, de 1907, em um período de transformação da cozinha doméstica.

Fogão a lenha Bertazzoni, de 1907, em um período de transformação da cozinha doméstica.

Dois séculos de precisão

Nos fogões da Coleção Professional da TECNO, a busca por maior controle sobre a chama aparece na combinação entre construção robusta, queimadores desenvolvidos para diferentes intensidades, segurança e precisão nos comandos.

Desempenho, afinal, não significa apenas chegar a temperaturas elevadas. A chama precisa responder com força quando necessário e oferecer delicadeza e constância quando o preparo exige maior controle.

Essa atenção técnica também atravessa as linhas profissionais de Lofra e Bertazzoni, cada uma com sua própria tradição, mas com o mesmo cuidado dedicado aos materiais, componentes e acabamento.

Duzentos anos depois de James Sharp, o princípio continua atual: a evolução do fogão pode ser medida pelo domínio cada vez maior sobre a chama, com potência quando necessária, delicadeza quando o preparo pede e precisão em cada ajuste.

Fogão TECNO da Coleção Professional, lançado em 2026, expressão contemporânea de dois séculos de evolução do fogão a gás.

Fogão TECNO da Coleção Professional, lançado em 2026, expressão contemporânea de dois séculos de evolução do fogão a gás.

No fim, controlar o fogo nunca foi sobre força bruta. É sobre atenção: saber exatamente quanto calor cada prato precisa e ter em mãos recursos para entregar exatamente isso. É esse compromisso que move o Grupo TECNO, receita após receita.

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